13/01/2017 Saúde

Mistura de agrotóxicos em tanque

Dionisio Luiz Pisa Gazziero, pesquisador da Embrapa Soja

Nas informações técnicas dirigidas aos engenheiros agrônomos e produtores até meados da década de 1980, era comum encontrar-se recomendações sobre mistura de produtos em tanque para solucionar problemas de doenças, insetos praga e plantas daninhas, presentes simultaneamente nas áreas de produção. Naquela época, era comum o agricultor misturar dois ou três herbicidas para controlar a comunidade das plantas daninhas na sua lavoura, como, aliás, é feito até hoje.

Os agrotóxicos utilizados na agricultura não têm espectro de ação capaz de controlar o conjunto de problemas fitossanitários, o que faz com que os agricultores usem diferentes moléculas de uma só vez, tornando as misturas uma prática comum. Há quase 35 anos comenta-se que as misturas foram “proibidas” por instruções governamentais. Proibidas? Não é bem assim, pois a mistura em tanque pode ser feita pelo agricultor, sob sua responsabilidade.

Mas, segundo a lei, qualquer agrotóxico só pode ser receitado por um profissional legalmente habilitado, com a observância das recomendações de uso aprovadas no rótulo e na bula, conforme estabelece o Decreto 4.074/02. Assim, mesmo que a mistura em tanque não seja proibida, ela não pode ser prescrita em uma receita agronômica, embora as misturas estejam no cotidiano das práticas agrícolas e façam parte da realidade do campo.

A consequência foi que, com o passar do tempo, as informações de fontes seguras sobre misturas em tanque oriundas da indústria e/ou das instituições de pesquisa foram escasseando, até chegar-se no panorama atual com a falta total delas e com o agricultor ficando à mercê da própria sorte.

Segundo estudos da Embrapa, 97% das aplicações são feitas com misturas em tanque com a utilização de dois a cinco produtos em uma só aplicação, ou mais, e envolvendo combinações não só de agrotóxicos, mas também adubos foliares e outras classes de produtos. Incontáveis minutas e outras ações pedindo a regulamentação das misturas foram encaminhadas ao governo. A mistura em tanque de agrotóxicos é um assunto de interesse de todos os que atuam na área da sanidade vegetal, especialmente do produtor. Além disso, as misturas de produtos com diferentes mecanismos de ação é uma prática mundialmente recomendada para prevenir ou manejar problemas com insetos praga, doenças e plantas daninhas resistentes.

Recentemente, foi oficializado o envio de uma sugestão de “Instrução Normativa para Regulamentação das Misturas em Tanque”, a qual está em análise pelos ministérios da Saúde, Ambiente e Agricultura. Nunca chegamos tão perto de uma solução como agora e a expectativa é de que o governo, através do Ministério da Agricultura, consiga resolver este problema definitivamente. No máximo, até o próximo semestre, pois agora existe uma proposta concreta e bem fundamentada.

Agricultores não podem continuar trabalhando na irregularidade e nem técnicos sem informações. A regulamentação pelos órgãos governamentais, como acontece em outros países, permitirá que as informações circulem livremente e cheguem aos usuários, trazendo benefícios econômicos e agronômicos. Mas, muito mais que isso, o acesso às informações resultará na redução de riscos nas áreas da saúde e do ambiente.

Fonte: Canal Rural – Embrapa Soja

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