27/04/2018 Tecnologia

O futuro das máquinas autônomas está mais próximo?

Desde o início da agricultura, a elevação da produtividade sempre foi uma meta bastante clara. Inicialmente, trabalhadores usavam pequenas ferramentas para conseguir isso.

Mas foi a partir da revolução industrial que, via avanços tecnológicos, a agricultura teve altos ganhos em produtividade, inclusive no Brasil. Prova disso é um levantamento da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão que indica que 67% das propriedades agrícolas brasileiras usam algum tipo de tecnologia em seus processos.

Mas a tecnologia também avança e tudo indica que já estamos entrando em uma nova era: a era das máquinas autônomas. Mas será que as máquinas serão realmente 100% autônomas um dia?

Máquinas autônomas não são só tratores autônomos

Estima-se que mais da metade dos agricultores norte-americanos (a maior economia agrícola do mundo) já utilizem alguma forma de direção automática, e a previsão para 2018 é que esse índice continue aumentando, chegando a quase 1/3 do total.

Na opinião do arquiteto de soluções de agronegócio da Logicalis, Frederico Correia, o processo de automação de máquinas agrícolas deve seguir um processo crescente em todo o mundo. “O objetivo da automação será sempre o aumento da eficiência produtiva e por isso, continuará crescendo”, explica.

Porém, as máquinas autônomas não se resumem somente à tratores e colheitadeiras agrícolas que farão tudo sozinhas. Correia conceitua máquina agrícola como sendo todo mecanismo motor que presta serviço agropecuário.
“Com o avançar da tecnologia, tais atividades repetitivas de produção rural serão substituídas por máquinas no futuro, que inclusive poderão ser máquinas autônomas”, opina.

Neste contexto, Correia sugere duas inovações ligadas à autonomia que começam a serem utilizadas com bastante eficácia:

– Casas de vegetação abastecidas por máquinas computadorizadas que gerenciam as adversidades bióticas e abióticas automaticamente, com abertura e fechamento de telas e, controle de luminosidade e umidade.

– Drones com navegação programada para monitoramento de pragas e anomalias e, em alguns casos, controle das incidências na lavoura.

“Também já começamos a ver as grandes empresas de tratores aumentar as pesquisas para uso de máquinas autônomas que transitam em ambiente rural em segurança e realizam o trabalho pesado de plantio e colheita com máxima eficiência”, ressalta Correia. Projeções internacionais indicam que veículos totalmente autônomos serão vendidos comercialmente já em 2025.

E no Brasil? Qual o cenário das máquinas autônomas?

O processo de automação das máquinas agrícolas cresce no mundo todo. Porém, Correia ressalta que o setor agropecuário do Brasil ainda é um pouco tímido em relação a esse assunto, especialmente devido a alguns desafios internos que ainda precisam ser melhor resolvidos.

Em contrapartida, Correia percebe que o interesse do brasileiro é crescente. “O brasileiro vem acessando tecnologias de ponta graças ao intercâmbio científico das universidades e institutos científicos, juntamente com a presença das maiores multinacionais dentro do país”. Mas o arquiteto de soluções de agronegócio admite que ainda há muito espaço para crescer em estudos de inovação mecânica, e na adoção de tecnologias no campo dentro do país.

Produtividade e tecnologia precisam andar juntos

O Brasil é um dos maiores exportadores de produtos agropecuários em todo o mundo e por muito tempo o país sempre teve uma extensa área agriculturável, baseando-se neste fator para aumentar a produtividade. Porém, aumentar a produtividade sem tecnologia nos dias atuais é praticamente impossível.

Assim, o profissional ressalta que há muito potencial para aumentar ainda mais a produção brasileira com o auxílio da tecnologia de ponta, onde se incluem as máquinas autônomas em todas suas vertentes.
“A adoção de soluções tecnológicas permite o aumento da produtividade, além de promover a redução do custo de toda cadeia produtiva, colocando o país em uma posição de ainda mais destaque no mercado mundial do agronegócio”.

Por fim, vale ressaltar que o produtor nacional é muito ligado à tecnologia. Assim, o próximo passo é o agricultor se preparar para dominar as máquinas autônomas que, tudo indica, não vão demorar para serem vendidas comercialmente.

Fonte: Agrishow Oficial

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